Hospital Universitário de Canoas recebe novas salas de cirurgia, ampliação de leitos e modernização de infraestrutura
- ASM Associação Saúde em Movimento
- 11 de mai.
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Unidade administrada pela Associação Saúde em Movimento vai mais que dobrar a capacidade de atendimento à população
O Hospital Universitário de Canoas vive um dos maiores ciclos de transformação de sua história. Administrado pela Associação Saúde em Movimento, o hospital iniciou uma ampla modernização estrutural que deve praticamente dobrar sua capacidade de atendimento pelo SUS, ampliar o número de cirurgias em até 850% e reduzir significativamente o tempo de espera por exames e procedimentos especializados.
Os avanços fazem parte dos investimentos do programa federal Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, e foram oficialmente apresentados durante visita do ministro da saíde Alexandre Padilha à unidade, em Canoas, na última sexta-feira (8).
Referência para mais de 150 municípios gaúchos, o HU é hoje o quinto maior hospital do Rio Grande do Sul e o maior da Região Metropolitana de Porto Alegre. Agora, entra em uma nova fase de expansão assistencial e tecnológica, consolidando-se como um dos principais polos públicos de alta complexidade do Sul do país.
Entre as entregas já realizadas estão sete novas salas cirúrgicas, cinco voltadas para cirurgia geral e duas destinadas à oftalmologia, além da chegada de novos equipamentos de diagnóstico e suporte assistencial. O hospital também recebeu tomógrafo, aparelhos de anestesia, sistemas de vídeo para cirurgias minimamente invasivas, arcos cirúrgicos com imagem em tempo real, ultrassons e equipamentos modernos para procedimentos oftalmológicos de catarata e retina.

Para o CEO da ASM, Claudio Vitti, o momento representa uma mudança histórica na capacidade operacional da instituição. “Desde a fundação do Hospital Universitário, nunca houve uma renovação estrutural e tecnológica dessa magnitude. Estamos reconstruindo a capacidade plena do HU, ampliando o acesso da população a procedimentos de média e alta complexidade e fortalecendo o papel estratégico do hospital dentro do SUS”, afirma.
A expansão também impacta diretamente a estrutura de internação. Atualmente com 309 leitos SUS em funcionamento, o hospital deve alcançar 600 leitos até o fim do ano. A abertura ocorre em etapas, com ampliação de leitos clínicos, cirúrgicos e de terapia intensiva. Além do reforço estrutural, o Ministério da Saúde anunciou incremento permanente no custeio da unidade, com previsão de aproximadamente R$ 150 milhões anuais conforme a ampliação dos serviços.

No bloco cirúrgico, a mudança deve ser ainda mais expressiva. Com nove salas operando plenamente, o número de cirurgias realizadas mensalmente poderá saltar de cerca de 200 para até 1.300 procedimentos por mês. A estrutura pós-operatória também foi fortalecida, passando a contar com 38 leitos de recuperação cirúrgica.
Outro eixo estratégico da transformação está na reestruturação da Hemodinâmica e do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), setores considerados fundamentais para reduzir filas e ampliar o acesso da população a exames especializados e procedimentos cardiovasculares de alta complexidade. Com a modernização, o HU projeta ampliar em até 80% sua produção assistencial e reduzir significativamente a necessidade de transferências de pacientes para outros municípios. Hoje, alguns procedimentos cardiovasculares podem levar até 180 dias para serem realizados. A expectativa é reduzir esse prazo para cerca de 30 dias.
Os números projetados demonstram o impacto direto da ampliação:
- As ressonâncias magnéticas devem passar de 2 mil para 6 mil exames anuais;
- As tomografias computadorizadas devem crescer de 3,5 mil para 7,5 mil exames por ano;
- Os procedimentos de hemodinâmica poderão saltar de 1,2 mil para 4,7 mil anuais;
- Os ultrassons devem triplicar, passando de 2 mil para 6 mil procedimentos ao ano.
- Ao todo, a nova estrutura deve permitir mais de 20 mil procedimentos adicionais por ano, além de reduzir em aproximadamente 50% o tempo médio de espera por exames especializados.

Durante a visita ao hospital, o ministro Alexandre Padilha destacou o potencial estratégico da instituição para o fortalecimento do SUS na Região Metropolitana. “Esse hospital tem uma estrutura impressionante e um enorme potencial de atendimento. Ver salas cirúrgicas modernas começando a funcionar e essa expansão acontecendo mostra a importância desse investimento para Canoas, para a Região Metropolitana e para o SUS”, afirmou.
A superintendente da instituição, Tatiani Pacheco, também ressaltou o impacto regional da ampliação. “Estamos garantindo que o Hospital Universitário funcione em toda a sua capacidade. Esse investimento significa mais atendimento, menos filas e mais dignidade para a população”, declarou.
O plano de expansão do HU está dividido em fases. Apenas na primeira etapa, os investimentos estruturais chegam a R$ 54,2 milhões, além de R$ 21,9 milhões mensais em custeio operacional. As fases seguintes somam mais R$ 66,4 milhões em investimentos previstos.

Com a expansão em andamento, a ASM projeta dobrar também a capacidade ambulatorial da instituição, ampliando de 2,9 mil para cerca de 6 mil consultas e exames mensais com hora marcada.
Mais do que uma ampliação física, a transformação do Hospital Universitário de Canoas representa um novo capítulo para a saúde pública regional, unindo investimento federal, tecnologia e gestão especializada para ampliar o acesso da população a atendimentos de alta complexidade pelo SUS.





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